quarta-feira, 9 de março de 2016

Notas sobre o icônico rabo de cavalo

Em homenagem ao aniversário de 57 anos da nossa icônica lady Barbie, este texto se dedica a comentar alguns aspectos importantes sobre o penteado usado pela diva durante os primeiros anos de sucesso com a criançada cinquentista. Sabemos que ela foi apresentada por Ruth Handler em 9 de Março de 1959, numa feira de brinquedos em New York e que os entendidos aos quais Ruth pediu opinião sobre a boneca foram incisivos em desanimá-la. A pioneira por trás de um dos brinquedos mais vendidos de todos os tempos não poderia desistir assim, Ruth precisou ter a garra e a confiança no brilhantismo de tal criação para poder seguir em frente. Curiosamente, ela estava certa. 

Apesar dos magnatas do comércio de brinquedos desacreditarem no potencial de Barbie, cada menina que chegou à convenção de 1959 fez a mamãe levar para casa uma Barbie - Teen Age Fashion Model. A boneca que permitia a imaginação daquelas crianças irem além de brincar de ser mãe e projetava a figura de uma mulher independente.
#HappyBirthdayBarbie

Conhecida em inglês como Ponytail Barbie, isto é, a Barbie do 'rabo de cavalo', ela se lançou ao comércio acompanhada de uma caixa em que se lia o seu status de modelo, o famoso maillot de zebra (clique aqui para ler mais sobre a primeira peça do vestuário de Barbie em post especial a ele), sandálias pretas, óculos de olho de gato e brincos dourados de argola. No ano de lançamento, por volta de vinte roupinhas separadas foram fabricadas e variavam de um a quatro dólares, cada outfit. Nos anos seguintes, mais bonecas com o rabo de cavalo foram fabricadas. No entanto, o projeto mudava e, com as diversas experimentações feitas no vinil da época, a Barbie de 1959 não era mais a mesma em 1960, menos ainda em 1963, assim por diante... eis a questão:


Como identificar o rabo de cavalo?


Acervo de Brígida:
Ponytail Barbie #1 Reproduction by Bill Greening | 2009

É importante salientar que uma Barbie em boa condição no seu rabo de cavalo tem um alto valor mercadológico entre os colecionadores da Era Vintage - isto quer dizer a produção da Mattel no Japão de 1959 a 1967 (vide Sarah Sink Eames). Mesmo se o rabo tiver sido desfeito com o tempo, refazê-lo não é nenhum mistério de outro planeta.

Todo colecionador que se preze precisa saber que o primeiro passo da identificação se encontra na marca de registro do bumbum e nos pés da diva. Antes de mais nada, vá conferir se diz Japão em um dos pés dela. Caso contrário, ela não é sequer uma boneca Vintage.



Como forma de referência, as bonecas do 'rabo de cavalo' são numeradas conforme a lógica cronológica de produção. Ou seja, quanto menor for o número da sua boneca, mais antiga ela é e maior é seu valor mercadológico. Encontramos Ponytail #1, #2, #3, #4, #5, #6 e #7. Sim, são muitas variações, mas não fique de cabelos em pé: ainda que seja extremamente meticuloso o trabalho de identificação, ele não será um problema se tiver na cabeça as características abaixo e se puder também entrar em contato com os grupos de ajuda no facebook, no caso da boneca apresentar mistérios para além de nossa vã 'blogsofia'.



1959 - Ponytail #1: Esta é o Santo Graal dos colecionadores e pode custar o preço do seu automóvel, pois se trata da primeira Barbie lançada e data exatamente de hoje - 57 anos atrás. Ela esteve disponível apenas com cabelos loiros ou pretos, sob o código #850.

Característica marcante: Este tesouro possui cavidades no peito de ambos os pés em que se encaixa uma haste de metal que, por sinal, consegue mantê-la de pé, deixando sua cintura livre. O problema disso é que com o tempo causava manchas e hoje praticamente ninguém enfiaria o metal nos valiosos pés.



Pintura do rosto: Com uma expressão dramática, foi a única Barbie a ter uma sobrancelha extremamente fina e arqueada. Impossível de não reconhecê-la por conta desta característica e da palidez em seu tom de pele. Seus olhos têm íris branca e o contorno do delineador é carregado. Neste momento, ela parecia ainda muito próxima de sua ancestral alemã Bild Lilli até que seu visual foi enxugado para projetar menos erotismo, sensualidade e mais valores de ingenuidade e doçura, algo típico da sociedade americana da época. Lábios vermelhos e blush também fazem parte do seu rostinho.


- Ponytail Barbie nº UM
Clique na imagem para ampliá-la

1959 - Ponytail #2: Esta é exatamente como a #1, mas possui uma característica que a indica como a segunda leva da produção no mesmo ano. Já sabe qual é? Não é difícil. Você tem uma #2 se ela parecer a #1 mas não tiver a entrada nos pés para o suporte, pois ela era acompanhada de um novo suporte. Este que a mantinha em pé a partir da cintura, assim como a maior parte das bonecas atuais. Confira as fotos e verão que não mudou quase nada em termos de apresentação da mesma.


- Ponytail Barbie nº DOIS
Clique na imagem para ampliá-la





1960 - Ponytail #3: Depois das #1 e #2, é provável que ESTA e o número seguinte sejam as queridinhas dos colecionadores Vintage, pois representam a primeira transição emblemática na pintura do rosto de Barbie. Ela deixa aqui de ser a garota sensual que vestiria Solo in the Spolight para cantar no botequim e passa a ter a expressão facial de uma dona do lar que provavalmente cozinha muito bem e toma uma taça de Chardonnay depois de cada tarefa cumprida.

Característica marcante: A palidez da pele em combinação com a sombra marrom nos olhos fazem desta Barbie um tesouro de mistério, maestria e altíssimo valor mercadológico. Elas estiveram disponíveis loiras ou morenas e com olhos azuis pela primeira vez. Assim como as #1 e #2, a #3 tem um corpo pesado e sólido que tem o cheiro forte de crayon, aquele giz de cera que você usava na escola, lembra?


- Ponytail Barbie nº TRÊS 
Clique na imagem para ampliá-la


A Barbie #3 pode ser um mistério para muitos porque elas tinham a sombra marrom ou azul nos olhos. As sombras azuis foram menos fabricadas e, dificultando ainda mais a nossa vida, acontecia da Mattel utilizar parte de corpos de épocas diferentes numa mesma leva, o que pode confundir. É preciso de consultar todos estes detalhes para chegar perto de poder identificá-la.



1960 - Ponytail #4: Assim como a leva anterior, a Barbie #4 apresentava os novos traços de um figura feminina mais delicada. O ponto marcante desta leva é o fato da Mattel ter experimentado um novo tipo de vinil que não deixava o tom de pele ficar pálido com o tempo. Ou seja, informação importantíssima. As #1, #2 e #3 são encontradas hoje com alto teor de palidez, ao contrário das valiosas #4.

Característica marcante: Não possuir sombra marrom e ter um tom de pele bem mais realista. O auge em termos de franja com cachos, chamado também de franja poodle.


- Ponytail Barbie nº QUATRO
Clique na imagem para ampliá-la


1961 - Ponytail #5: Diferentemente das bonecas anteriores, a #5 marca uma mudança por parte da Mattel em termos de utilização do vinil para produção. A #5 não possui um corpo sólido como as anteriores, mas ao invés disso possui um corpo chamado de hollow que também pode ser entendido como 'corpo oco'. Ou seja, feito provavelmente numa máquina de moldes, não ocupando o interior da boneca e, por conseguinte, economizando matéria-prima.

Característica marcante: A transição da franja que antes era poodle e foi aqui substituída por cachos menos delineados. Primeira com rabo de cavalo disponível também ruiva. Também conhecida como a Barbie problemática, pois com o tempo o vinil do rosto lhes dava a impressão do que os colecionadores chamam de greasy face, isto é, uma aparência de oleosidade que é difícil de ser contornada.


- Ponytail Barbie nº CINCO
Clique na imagem para ampliá-la



1962~1964 - Ponytail #6/#7: Estas foram as últimas Barbies com rabo de cavalo a serem produzidas pela Mattel. São chamadas de ponytail tardias e as primeiras a terem diversas variações de tom de cabelo, especialmente variações de loiro como ash blonde e lemon blonde.

Características marcantes: As primeiras bonecas que vestiram o maillot de helanca vermelho, pois todas as ponytails anteriores vieram na embalagem original vestindo o de zebra. Em termos de identificação, é importante conferir a marca Midge nestas bonecas e o fato de que elas tinham o rosto mais cheio que as anteriores e com um leve aspecto quadrado no formato do queixo.


- Ponytail Barbie nº SEIS / SETE
Clique na imagem para ampliá-la

Diferença entre #6 e #7: Estes dois números de Ponytail Barbie são sempre colocados em comunhão, pois se trata de edições idênticas que variavam apenas na marcação de registro. Se o bumbum da sua boneca diz Midge e não tiver a palavra "patented", você tem uma #6 do início de fabrição. Se tiver marcado Midge e também a palavra "patented", a sua Barbie é considerada #6 tardia ou #7, tanto faz.





Espero que tenham apreciado a tricotagem deste dia tão especial. Deixo aqui o meu brinde em homenagem à pioneira Ruth Handler,
with all my love for Barbie.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

O famoso maiô de zebra

A primeira nota de jornal de Barbie.
Muito antes de se tornar o sucesso de público e uma das imagens mais icônicas na cultura pop, Barbie era uma boneca feita para ser amada e brincada pelas crianças americanas no final da década de 50. Seu sucesso não era previsto. Pelo contrário, a moda dos bebês chorões assustava o marido de Ruth Handler, que aconselhava Ruth incansavelmente de abandonar a ideia, visto que uma miniatura feminina exuberante e peituda poderia ser alvo de polêmica. Ruth não desistiu, pois acreditava na importância daquelas garotas terem a imaginação estimulada. Barbie é a prova que uma mulher deveria ter escolhas, dizia a pioneira por trás da boneca. A empreendedora levou a criação a um festival de brinquedos em 9 de Março de 1959.

A primeira nota de jornal divulgou a boneca, seu preço inicial e algumas características que a tornariam mais tarde uma relíquia e a boneca mais desejada entre os colecionadores vintage. O cabelo em rabo de cavalo lembrava os penteados das revistas de celebridade, o corpo esculpido com realismo acompanhava suporte com fixação que a permitia ficar em pé sem auxílios, membros articulados.

Confira o primeiro comercial televisionado da Barbie.



Como pôde conferir na nota do jornal e no comercial, tem uma peça emblemática no vestuário da boneca que participou da sua entrada triunfal no mercado de brinquedos e se tornou fundamental para o roupeiro dela - de uma "Teen Age Fashion Model".


O maiô de zebra, 1959


A primeiríssima Barbie é lembrada pelo cabelo icônico em rabo de cavelo, conhecida como Barbie Ponytail #1, mas principalmente por vestir um maiô (etm. francesa maillot) listrado, preto e branco, em jersey, remetando a um tricô perfeito para primavera/verão de temperaturas amenas. Sandália preta, aberta, salto alto. Acompanha brincos dourados de argola e óculos de sol, armação "Olho de Gato" (Cat Eye) branca com lentes azuis.


Arte do primeiro catálogo de roupas da Barbie que disponibilizou uma referência do seu look inaugural.
                                                       


As bonecas eram acompanhadas de booklets, mini-folhetos com ilustrações que ajudavam as crianças a identificar a série de roupinhas que eram produzidas para a boneca em cada temporada. A ilustração acima é da página 1 do primeiríssimo booklet, incluído no fundo da caixinha da Barbie que inaugurou esta história, uma boneca muito singular naquela época. À esquerda, a mais rara e desejada entre os vintage collectors.



Ela vestia o fascinante maiô de zebra.

Coleção da Brígida

Clique na imagem para ampliar
Conforme a identificação de Sarah Sink Eames, no seu livro "Barbie Fashion: The Complete History of the Wardrobes of Barbie doll, her friends and her family", esta imagem à direita, o maiô de zebra era produzido a partir de tricô e foi disponível pela primeira vez em 1959, porém continuou a vestir as bonecas até 1961. 

A Ponytail, a Barbie de rabo de cavalo, foi a primeira e teve sete variações diferentes. A segunda Barbie teve seu corte de cabelo reformulado, a Bubble Cut (1961) tinha o cabelo curto, porém as primeiras Bubble também vinham com o maiô de zebra. Incluir esta peça em todos estes lançamentos era a prova viva do sucesso que fazia com as crianças e do nascimento de um ícone fashion


♡ Babado 


Pelo que parece, a Barbie não era a única a querer brilhar com o animal print. Existe a lenda entre os colecionadores mais ávidos que um possível protótipo de sunga de zebra tenha sido criado para o Ken, mas a partir de uma iniciativa que não obteve sucesso e foi, então, arquivada. Anos mais tarde, o bafafá voltou ao mundo colecionista, quando um colecionador francês cadastrou no eBay.fr um anúncio de venda da mesma sunga que continha uma etiqueta e foi vendida por 70 euros. Que mistério! Seria esta sunga um item protótipo original da Mattel? Como ela pode ter chegado às mãos de um colecionador? 



E os acessórios que combinavam com o maiô?

Para esta pergunta, há resposta. Durante muitos anos, três itens indispensáveis acompanhavam o maiô de zebra, completando o glamour do visual e a naturalidade deste look barbíestico. 

Brincos de argola dourados, um par de sandálias pretas e os óculos de gatinho.






E aí, qual é a roupinha vintage da Barbie que vocês mais gostam? 

Até a próxima, darling !

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

O namorado da Barbie

Ken foi apresentado à Barbie em 1961. Como nos planos da Mattel e nos sonhos de muitas garotinhas de todo mundo, eles se apaixonaram à primeira vista. Era a cereja do bolo que faltava para potencializar o mundo imaginário desses personagens entre as crianças. Desde 1959, a figura da Barbie reforçava a imagem de uma mulher do mundo, uma teen age fashion model que poderia trabalhar, satisfazer seus anseios, sem perder os prazeres de ser a dona-de-casa da época, alguém que com muito zelo organiza o lar dos sonhos e planeja o casamento perfeito. A publicidade do Ken apresentava-o como o tipo adequado para o casório, era vistoso, prendado, polido e amável para com sua querida Barbie.

Conheça o momento deste grande encontro!




O primeiríssimo Ken (1961) tinha o cabelo flocado - flocked hair, suas pernas eram retas, não-articuladas, seu corpo era esculpido com uma minúncia inenarrável, sem marcas ou rebarbas; Sobrancelhas grossas, traços de rosto bem delineados. 

No peito do pé, lê-se JAPAN, indicativo crucial para quem deseja adquirir o seu, uma maneira de confirmar originalidade. Assim como a marca no bumbum, onde lê-se: Ken™ Pats. Pend. ©MCMLX by Mattel, Inc. 

Seu corpinho é leve, porém feito a partir de um plástico rígido. Apenas o torso é oco. Seus olhos podem ser azuis ou castanhos. Características que compartilha com as primeiras Barbie, assim como uma linha de roupas de altíssima qualidade fabricadas no Japão. Suas calças possuem zippers e suas camisas receberam uma etiqueta com seu nome, Ken™.

ÊLE tinha até o seu próprio hit musical. Uma bela canção intitulada "KEN", cantada por Barbie. A voz é da jovem Charlotte Austin, acompanhada pela The Daniel-Darby Orchestra.




Novo com sua caixa e suporte de metal, Ken era acompanhado de sandálias marrons com tira vermelha, shorts de natação e uma toalha amarela. Pode ser encontrado com a seguinte variedade de cabelos - loiro, moreno ou castanho, a versão mais rara.

Nem sempre é fácil conseguir o primeiro Ken por um bom preço. No desejo de tê-lo com mais facilidade, uma opção é recorrer às reproduções. Chamamos de Vintage Repro, as edições produzidas atualmente pela Mattel na China com o objetivo de homenagear os clássicos da história barbíestica. No entanto, as diferenças entre o original e o repro não são muito sutis. Confira!



Ambos podem ser muito especiais para uma coleção. A reprodução não deixa de ter sido feita com muito carinho para os retromaníacos por artistas talentosos. Caso da edição de 2011, por Bill Greening, ilustrado pela imagem acima. Item da coleção My Favorite Barbie, a melhor linha de reproduções disponíveis atualmente no mercado. 

Contudo, a matéria-prima atual, o modo de produção e o contexto mercadológico não favorecem uma grande semelhança com o Ken de outrora. É preciso considerar todos estes fatores.


Esta era uma das primeiras imagens que as crianças admiravam de Ken em 1961.

E quais eram as principais roupinhas do galã vendidas na época? Quer conhecer?
  

Enviado pelos deuses.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Dia da consciência negra

Neste dia 20 de Novembro – data emblemática para comemorar a consciência negra no Brasil, venha comigo conhecer algumas curiosidades a respeito da primeira Barbie negra lançada no mercado e um site que comporta um banco de dados fabuloso para quem deseja iniciar uma coleção com este foco. A diversidade étnica é um tema importante para as discussões contemporâneas e protagonizou a convenção de colecionadores BarbieBrasil 
2015.
BLACK BARBIE, 1979/80
Com a Barbie antenada que existe dentro de mim, não deixo passar em branco esta data que por si só já faz um brinde à beleza negra...

Mas não para por aí: é preciso lembrar que a consciência negra das futuras gerações depende principalmente desta fase delicada que é a educação infantil, as primeiras descobertas, as brincadeiras e vivências em sociedade. 

Entre esta e outras questões, mora a importância de dar visibilidade às diferentes etnias e possibilitar às crianças de se reconhecer nestes brinquedos que servem como ferramentas de construção social e estimulantes da imaginação. 

Antes de nos aventurarmos pela boneca, vamos entender o porquê da importância desta data no Brasil. E aí, prontos para entrar neste túnel do tempo da nossa história? Apertem os cintos.

sexta-feira, 6 de março de 2015

tnt fever !

Apenas alguns dias antes das homenagens ao aniversário de 56 anos de Barbie, falemos sobre revolução tal qual a #1 Ponytail foi para o mundo barbístico. Pensa em Vintage e agora pensa numa palavrinha empregada tantas vezes de apenas três letrinhas - MOD. A Barbie mod'ern também se identifica em linguagens da moda como o futurismo, as apropriações do estilo hippie, a obsessão pela geometria e o amor por um modo de ser e estar mais groovy.


Primeiramente, assista ao comercial que introduziu a Barbie mais emblemática desta era, conhecida entre os fãs como TNT  - abreviação para Twist 'n' Turn - que trouxe à boneca um entendimento de corpo completamente novo, ela podia girar a cintura, além de dobrar as pernas. TNT modificou a projeção de imagem principal de Barbie, anteriormente representada por uma imagem fashion, senhoril e dama da sociedade. Agora ela aparece muito mais juvenil e descolada, lembrando muito a sua irmã mais velha e menos a sua mãe. Aquele olhar de timidez clássico que vinha sendo cultivado desde a primeira ponytail passou a ter ares pueris e uma íris azulada hipnotizante. O realismo chega com tudo, cílios verdadeiros, cabelos longos, roupas cintilantes e tudo que uma garota precisa para balançar no ritmo certo.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Por que e como colecionar Barbie Vintage?

Todo mundo fala sobre estes pequenos prazeres da vida que nos fazem seguir perseverantes por situações difíceis que ela tende a nos lançar. Colecionar pode ser definitivamente um deles. A boneca Barbie que surgiu do desejo de uma mãe ver sua filha realizada sempre foi um ícone no que diz respeito às coleções.

Muitas vezes não paramos para pensar no passado e imaginar como foi o seu impacto no ano exato em que surgiu. Seria difícil qualquer outra coisa senão ler os relatos, já que se trata de uma época em que não vivemos. Se foi isso que você pensou, pense novamente. O mundo Vintage e retrô da boneca não está mesmo enterrado no passado. Existe um mercado complexo atual que dá valores aos brinquedos que sua mãe brincava quando tinha 10 anos, inúmeros acessórios raros como colares, brincos e bolsas podem ser encontrados pelos preços de pequenas fortunas.

Digamos que sai menos caro para residentes da terra do Tio Sam, porém há colecionadores do mundo todo que se especializam em Vintage, aficionados pela moda dos anos 50 e 60 que viajam para poder participar de convenções e compartilhar com os amigos os prazeres desta retrômania. Neste post, conversaremos sobre a viabilidade de colecionar Vintage, as alternativas e como adentrar ao túnel do tempo tem ficado cada vez mais fácil. 




quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Barbie Cinéfila #1: "Tudo que o céu permite"

Como uma exímia comentarista, aficionada por melodramas hollywoodianos, Barbie veio nos brindar com anedotas cinéfilas e trocar indicações da sétima arte. Esta é uma coluna de postagens que aparecerão por aqui frequentemente, fazendo jus a relação tão íntima que as espectadoras mulheres tinham - nas décadas de 50 e 60 - com os romances em Technicolor e, tendo em vista a figura da Barbie como um reflexo das vivências femininas da época, o paralelo sociológico entre a boneca e elas se torna um poço rico de associações no campo representativo do comportamento, da moda, dentre tantas outras questões atrás de portas fechadas que a chave da imaginação poderá abrir. Barbie veio acompanhada.


Barbie e Ken vieram em noite de gala para nos apresentar esta aquisição Criterion Collection e comentar sobre uma deleitosa experiência fílmica a dois. O filme de hoje é recomendado aos apaixonados. Trata-se de um clássico de Douglas Sirk, intitulado "Tudo que o céu permite", que viu os holofotes da estréia numa noite de inverno em dezembro de 1955, apenas quatro anos antes do lançamento de Barbie numa feira de brinquedos pelos pioneiros Ruth e Elliot Handler. Considerado no seu tempo como apenas mais um filme de lágrimas típico de um cinema feito para mulheres, a obra de Sirk foi revisitada a partir dos anos 70, tendo este na lista de inúmeros de seus filmes cinquentistas considerados seminais na identidade estética de um gênero fílmico, o Melodrama.

"All that heaven allows", 1955.
Criterion Collection ed.